Faltando apenas cerca de dezoito anos para o início da aclamada Decadência Mental, isto aos olhos dos honestos deste nosso admirável mundo novo, “Idílios 2097”, vem atenuar o choque mental que se prevê. André Pousadas, devido à sua tenra idade, pode sentir, na própria pele, a fugacidade intensa do espaço que nos divide do verdadeiro início do tempo, assim, com um nível desmedido de arrogância e prepotência, faz de ele próprio um emissário para a Conversão. Cria com base na sua infundada e inexperiente experiência sermões doutrinários, assim como sugere todo o tipo de devaneios culturais e marcos do ser humano, isto, apenas com base em gostos ou crenças pessoais. Neste seguimento, nega e tenta refutar de forma fundamentalista qualquer tipo de objecção ou critica às suas sugestões.
André Pousadas, conhecido em tempos pelo “O Branco”, hoje, André “O Belo”, começa, deste modo, um sonho, a ganhar virtudes próprias em 2097.
A nova dimensão do sentir e do pensar está para breve. “Faltam apenas cerca de dezoito anos”…
11 comentários:
gostei mt do texto, escreves mt bem :D
bjs*
"é uma ponte". O Hitler já não está cá, e ele já se torna cada vez menos mortal, ao mesmo tempo que mais azedo e pertinente. É uma ponte. Eu também luto, e sei que me percebes :)
Brilhante! Parabéns...
Cabe-nos "desafiar" intelectualmente a sociedade, lutar contra a inércia intelectual e a opulência materialista que cada vez mais imperam e nos distanciam daquilo que seria de esperar do Ser Humano. Ainda tenho esperança num Novo Ser Humano, mais justo, mais humilde, com capacidade infinita para amar e perdoar, tal como tu, André!
O problema, a meu ver, é que não sei se vai cá estar alguém em 2097 para renascer! Colocando de lado o enorme problema ambiental que temos nas mãos, o conflicto no Médio Oriente tem ainda muito, mas muito que se lhe diga... deixo-vos um link (http://www.guardian.co.uk/military/story/0,,2163747,00.html) que merece uma leitura atenta.
Daqui a uma série de anos, num cinema perto de si: WWIII, com Rússia, Irão e China como os maus da fita (admirem-se!).
André “O Belo”, um cognome justo para uma sociedade feia e em vias de extensão, pois nos nossos dias tudo o que nós absorvemos no momento é empacotado num guarda fatum renovável com tendência modal e ideiofóbico. Compreendo e subscrevo este teu olhar sobre um horizonte novo e longínquo para podermos nele imprimir a cores os dias felizes e a preto e branco os dias tristes. Quando não houver tinta na impressora mundial pintemos naturalmente o quotidiano como ele gostava de ser retratado.
Abraço espacial
em grande como sempre :p bjs**
peço desculpa pela ignorante e casual intromissão, mas este post é simplesmente uma metáfora engraçada ou um prenúncio convicto dos anos que virão? Com direito a embriões espaciais como os que kubrick retratou (como metáfora)?
Ora, eu humildemente reconheço que a interpretação transcende as minhas modestas palavras... Acredito firmemente que a sociedade possa evoluir no sentido, daquilo que chamo, anarco-niilismo... Toda esta crença está envolta da pobre metáfora que refere. Mais uma vez, repito, chega a ser chocante o quão genial é a sua frase final. Associação brilhante. Já agora qual é o seu parecer? =)
André Pousadas
Bom, gosto da ideia. Como imagem e metáfora, utopia, não como convicção, porque é arrogante e limitador, tudo o que seja demasiado convicto. Mas não acho genial. Pelo menos ainda. A ideia é um embrião, o texto uma amostra. O blog parece estar no início, mas mostra já uma perspectiva cultural e artística mto interessante. Mas não sei se chega para acordar alguma coisa, como se parece propor. A ver vamos, espero que sim. Mas gosto definitivamente da decadência, do caos e de anarquismo, só para que fique bem assente. Mas não sei se transparecem no blog. A ver vamos, a ver vamos.
E deixa os créditos da minha frase final a kubrick. Ele já tinha pensado nisto tudo e mais alguma coisa há muito tempo. Até um destes dias.
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